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Efemérides Pernambucanas
- Março -
Fonte: "Efemérides Pernambucanas de Carlos Bezerra Cavalcanti

1º de 1870 - Término da Guerra do Paraguai, conflito com marcante atuação dos pernambucanos que dele participaram através de tropas de linha, do Corpo Policial e do Batalhão de Voluntários da Pátria.
No tocante a esse episódio de nossa história, sob o ponto de vista urbanístico, várias cidades brasileiras iriam mudar os nomes de seus logradouros para homenagear vultos e acontecimentos daquela contenda internacional, como é o caso da antiga Rua do Crespo, que, a partir de então, passou a se chamar, "Primeiro de Março” e de outras como do Riachuelo, do Paissandu, da Angustura, Neto de Mendonça, Lomas Valentinas...

1º de 1933 - Projetado pelo arquiteto mineiro Luís Nunes, era inaugurado o Pavilhão de Verificação de Óbitos, que hoje corresponde à sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil- Departamento de Pernambuco, localizado por trás da antiga Escola de Medicina do Recife. Essa edificação possui alta relevância histórica uma vez que foi pioneira no uso de pilotis, no Brasil.

2 de 1907 - Nascia no Recife Esmeraldina da Rosa Borges que depois adotou o nome de Diná de Oliveira.
Desde muito jovem estudou piano e “debutou” nas artes cênicas. Ingressou no Teatro de Amadores de Pernambuco, junto com seu marido Valdemar de Oliveira, um dos fundadores daquela entidade, onde Iná consagrou-se dentro e fora de Pernambuco, se apresentando em peças como: “A casa de Bernarda e Alba”, “Bodas de Sangue” e “ Um sábado em trinta”.
Incentivada pelos seus filhos Reinaldo e Fernando, começa a compor, em parceria com outros autores, alguns frevos como : “Onde andará Maria”, “Dona Santa no Céu” e “Festa Barata”

4 de 1630 – Era criado, por Matias de Albuquerque, o "Arraial do Bom Jesus", reduto da resistência pernambucana, localizado no atual bairro de Casa Amarela, na área do atual Sítio Trindade, (sem o da).
Em 1635, esse reduto foi conquistado e destruído pelos holandeses, que se valeram de informações do transfuga Calabar.

4 de 1906 – Nascia no Recife Fernando Pio dos Santos, sem dúvidas o mais “devotado” personagem das pesquisas históricas religiosas em Pernambuco, onde publicou importantes obras sobre as principais igrejas de nossa terra, além de romances, crônicas e poesias.
Como jornalista, Fernando Pio colaborou com diversos órgãos de nossa imprensa. Pertenceu ao IAHGP, à Academia Pernambucana de Letras e à Ordem Terceira de São Francisco do Recife, onde ocupou o cargo de ministro.
Fundou e dirigiu, desde 1974, o Museu de Artes Sacras localizado na Rua do Imperador, tendo contribuído, de forma decisiva, para a sua afirmação como um dos espaços culturais mais importantes de Pernambuco.
Faleceu em 27 de junho de 1987.

5 de 1907 - Vinha ao Mundo no Engenho Jundiá, em Escada, Cícero dos Santos Dias. Típico menino de engenho, foi alfabetizado lá mesmo, onde começou a se interessar pela pintura, já aos oito anos de idade, por influência de sua tia Angelina.
Em 1920, Cícero Dias, ainda criança, segue para o Rio de Janeiro, onde, aos 21 anos, ingressa no Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes e começa a se interessar pelo Movimento Modernista Brasileiro (1922). Dez anos depois, vem para o Recife onde começa a expor suas obras até 1937, quando se transfere para Paris, fugindo da ditadura de Vargas. A capital francesa seria então seu palco de grandes sucessos. Faz as primeiras exposições e aproxima-se de celebridades das artes como Pablo Picasso que o define como: “um grande poeta, um grande pintor”.
Após a II Guerra liga-se ao grupo de artistas abstratos e passa a expor na Galeria Denise René que possui, até hoje, seus quadros.
Em 1948, executa uma série de murais onde incluímos o do prédio da Secretaria da Fazenda, no Recife, que representa a primeira obra abstrata da América do Sul.
Em 1998, recebe do presidente da França, Jacques Chirac, a Ordem Nacional do Mérito.. Dois anos depois, inaugurava no Recife, na Praça Rio Branco (Marco Zero) sua obra a rosa dos ventos. Cinco anos depois, falecia em Paris, aos 95 anos de idade.

6 de 1817 – Irrompia no quartel de Artilharia do Recife, com a morte do Brigadeiro Barbosa, executado ao dar voz de prisão ao Capitão Jose de Barros Lima, o Leão Coroado, a Revolução Republicana de 1817.
Pela influência do Seminário de Olinda, epicentro sul-americano dos ideais iluministas da Revolução Francesa, centrifugados através de religiosos como os padres Roma e Ribeiro Pessoa, os freis Caneca e Miguelinho, além de outros como o Vigário Tenório e o próprio biógrafo do movimento, Monsenhor Muniz Tavares, o acontecimento foi denominado de “Revolução dos Padres” sendo, por afirmação de Oliveira Lima, o único, em território brasileiro, a merecer o título de Revolução, justamente pelas mudanças que provocou, com seu caráter, pioneiramente, democrático.
Sob o ponto de vista ideológico, no entanto, o que mais marcou essa sedição foi o seu perfil republicano, daí a grande ira da Dinastia de Bragança, na época, instalada no Rio de Janeiro, após a fuga patrocinada pela Inglaterra, por conta do bloqueio napoleônico. A rivalidade entre mazombos e portugueses era tanta que ficava claro o sentimento nacionalista contra os lusitanos chamados jocosamente de marinheiros que, também por extremismo, reservavam para os seus compatriotas os mais altos cargos da administração pública e os mais elevados postos nos quartéis.
Os pernambucanos tratavam-se por “Patriotas”, e os eram, de verdade, pois chegavam a desprezar os produtos do Reino, como queijos e vinhos finos, consumindo apenas comidas regionais e cachaça, com frutas da terra.
Após eclodir o movimento, muitas deliberações foram tomadas pela Junta Governativa que teve a seguinte composição:
Assuntos Eclesiásticos: Padre Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro.
Comandante Militar: Capitão Domingos Teotônio
Judiciário: José Luís de Mendonça
Agricultura: Manoel Correia
Comércio: Domingos José Martins.
A República, no entanto, durou apenas setenta e cinco dias, pois, não obstante as medidas tomadas em vários seguimentos sob o ponto de vista administrativo, não se cuidou, com o devido valor, das questões de defesa militar, subestimou-se a reação da Coroa, na época instalada no Rio de Janeiro, às custas dos impostos do açúcar e do algodão, carros chefes das exportações brasileiras, lideradas por Pernambuco.
O castigo veio a galope, D. João VI mandou para o Leão do Norte além das tropas mercenárias, com ordem de executar, impiedosamente, os principais envolvidos com o novo sonho de república, a determinação de tornar independente de Pernambuco a Comarca das Alagoas e de sua alçada administrativa, a Capitania do Rio Grande do Norte. Era o início de uma série de retaliações que os pernambucanos iriam sofrer no decorrer de sua brava e destemida conduta na História Nacional.

6 de 1895 - Inaugurada, na Praça da República, pelo Governador Alexandre José Barbosa Lima, a Escola de Engenharia de Pernambuco, que viria ser extinta e recriada, alguns anos depois, instalando-se na Rua do Hospício.

7 de 1817 – “Foi designado Secretário do Governo Revolucionário o padre Miguel Joaquim de Almeida Castro, o Frei Miguelinho, como ficaria conhecido na História de Pernambuco. Nasceu no Rio Grande do Norte, no ano de 1768 e estudou no Seminário de Olinda, onde foi professor.
No Governo Republicano foi moderado e defensor da influência religiosa nas medidas governamentais.
Preso, acompanhou resignado o processo a que foi submetido, sendo levado para a Bahia onde foi executado no Campo da Pólvora” (Manoel Correia - Pernambuco Imortal)

8 de 1820 - Essa é a data de nascimento de José Domingos Codeceira um dos mais dedicados pesquisadores da história e da arqueologia pernambucanas.
Grande admirador e defensor das causas de sua terra, sempre evidenciou as glórias de Pernambuco.
Foi ele que, com precisão incontestável, assinalou que a antiga estação da mangabeira de cima se tratava do antigo Morro Bognuolo, (atual Morro da Conceição) que o lugar chamado Cordeiro foi o engenho de Ambrósio Machado e a torre o de Marcos André. Pertenceu ao Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, tendo falecido em 10 de Janeiro de 1904.

09 de 1535 - Chega a Pernambuco, acompanhado de grande comitiva, onde se destacavam sua esposa, dona Brites de Albuquerque e seu cunhado, Jerônimo de Albuquerque, o nosso primeiro Donatário, Duarte Coelho "O Fazedor de Nações", responsável, direto, pelo invejável progresso de sua capitania, inicialmente chamada de Nova Lusitânia.
Por não dispormos de datas precisas sobre os nascimentos e falecimentos dos três principais vultos do início da colonização de Pernambuco, transcrevemos, a seguir, considerações historiográficas sobre DUARTE COELHO, DONA BRITES DE ALBUQUERQUE e JEÔNIMO DE ALBUQUERQUE:

DUARTE COELHO
Entre todos os donatários, o melhor aquinhoado, e o que recebeu a mais vantajosa partilha de Dom João III foi, sem dúvidas, Duarte Coelho. Tanto pela grandeza territorial da Capitania, quanto pela sua posição estratégica em relação do Velho Mundo, principalmente, perante a Europa Ocidental e ainda, pela qualidade do pau-brasil encontrado em suas matas e, finalmente, pelas excelentes condições geológicas de seu solo apropriado para o desenvolvimento da agricultura canavieira onde o primeiro donatário, retribuindo, com maestria as vantagens naturais do seu legado, transformou-a no reduto de progresso inigualável no Brasil Colônia.
“Prudente, ativo, cheio de experiência, o severo e virtuoso Duarte Coelho não era homem que viesse apossar-se de seus domínios, apressadamente, de não vaziar, sem saber a que vinha. Tratou de preparar-se, com muito cuidado, para a missão que, ao fim, imortalizou-o muitíssimo mais que os seus descobrimentos de terras, os seus feitos bélicos e as suas ações diplomáticas ainda vivas, apontadas como exemplo, no Oriente. Prepara-se, pois sabe que não encontrará aqui, como encontrou na Índia misteriosa, civilizações adiantadas, povos cultos, riquezas por toda parte. Esperá-lo-ão, estava certo disto, selvagens ferozes, traiçoeiros e antropófagos, tribos que mal acabara de ingressar nos estágios mais recuados, mais profundos das idades líticas”.(Origem da Colonizações de Pernambuco – Sérgio Hygino - Rev. do Arq. Público – Ano II n. IV – 1946).
Sobre a origem desse exemplo de administrador, tem-se informações que pertenceu, por bastardia, a antiga família dos Coelho sendo filho do navegador Gonçalo Coelho e de Calocina Annes Duarte. O local de seu nascimento foi Miragia, embora tenha sido criado no mosteiro de Vila Nova. Forjou sua personalidade de patriota e herói ao protagonizar corajosas aventuras em nome de seu soberano Dom João I, na Ásia e na África, onde obteve larga experiência e conhecimentos.
Segundo Flávio Guerra ( 14 )pág. 86.”Todavia não foi apenas como soldado e marinheiro que Duarte Coelho atendeu ao reinado manuelino. Igualmente, trabalhou como diplomata, servindo como encarregado de diversas representações portuguesas na Índia e no Sião, quando, até deste último país, conseguiu a paz e o comércio livre com Portugal naquelas plagas, havendo ali sido levantado um padrão com as quinas portuguesas na costa da Hodeia”...
Ao morrer D. Manoel, em 1521, já Duarte Coelho apresentava um currículo expressivo, havendo , assim, plasmado a sua personalidade como marinheiro e comandante, homem de guerra, diplomata e servidor público, sob a influência das décadas manuelinas, dentro daquele mundo grandioso de arte, engenharia, política, cultura, técnica e coragem que foi o reinado português de O VENTUROSO...”
A área do futuro Estado de Pernambuco, principalmente no seu limite Norte onde Cristóvão Jacques construiu “a primeira casa de minha feitoria”, como afirmou D. João III, corresponde aos limites da primeira carta do sistema Donatário assinada em Évora, em 9 de março de 1534, e entregue justamente a Duarte Coelho que acabara de chegar do Atlântico na companhia de Martin Afonso.
Ao apresentar-se ao conde de Castanheiras para receber as boas novas ficou também ciente por aquele auxiliar direto do rei “o quanto lhe seria oneroso a sua ida para o Brasil a fim de colonizar as terras. Nada lhe oferecia o soberano em dinheiro e ajuda material. Apenas as terras seriam doadas a uma franquia total na Alfândega de Lisboa seria autorizada para tudo que ele levasse nos seus navios notadamente ferramentas para uso na sua donataria mercê dos direitos que havia de pagar dos ferros e causas outras que mandasse trazer de fora do reino para provimento dos seus navios que ora vai ao Brasil. Arquivo Nacional da Torre de Tombo – Lisboa – documentos do Brasil – prat. – I- M53-D118.
Mas as terras do futuro Pernambuco compensavam todos os sacrifícios, pois eram maiores que todas as outras doadas no Brasil, dispondo de sessenta léguas de litoral e contando aproximadamente, sem falar na posse exclusiva do Rio de São Francisco, uma das maiores artéria fluviais de grande possessão.
Entre todos os donatários do novo sistema “somente Duarte Coelho procedeu como um verdadeiro colonizador, demonstrando suas boas intenções com a terra recebida e que chamaria, como uma continuação da sua de: “NOVA LUSITÂNIA”.
Partiu para o nordeste brasileiro, com numerosa comitiva, tendo feito grandes gastos para transporte de animais, amigos e parentes tendo, antes, o cuidado de solicitar a exoneração da armada real portuguesa, saindo de Lisboa em outubro de 1534.
“Em um galeão, duas caravelas e dois barcos menores embarcaram sua mulher, Dona Brites, seu cunhado Jerônimo de Albuquerque, e mais uma comitiva de gente nobre, de boa linhagem, luzidia, para povoar as novas terras, grupo de portugueses sólidos, gente da nobreza rural situada entre o Minho e o Douro, famílias de boa estirpe”.
Em 9 de março de 1535 Duarte Coelho e sua comitiva” desembarcou finalmente no extremo norte de sua capitania, ás margens do Rio Santa Cruz, no local denominado Sitio dos Marcos.
Logo ao chegar, o nosso “Fazedor de Nações” encontrou grandes dificuldades com os silvícolas e, juntamente com o contingente vindo em sua esquadra e alguns portugueses que já habitavam o local e uns poucos aborígines simpáticos aos lusitanos, enfrentou os índios inamistosos próximo ao Rio Santa Cruz, posteriormente chamado de Igarassu, onde mandou construir, em ação de graças pelas vitórias alcançadas, a igreja de São Cosme e Damião, iniciando, desta forma (1535), a real colonização de sua Nova Lusitânia.
Depois da fundação de Igarassu, Duarte Coelho construiu Olinda, onde a partir de 1536 desenvolveu o programa colonizador que resultaria no melhor rendimento do Governo Donatário do Brasil. O único que ousou implantar-se firmemente em seus domínios e lega-los aos seus descendentes como se fora um verdadeiro soberano, um verdadeiro marco, um verdadeiro Rei.
Após o período belicoso com os Caetés e Tabajaras, vivendo agora um tempo de paz e relativa tranqüilidade, uma coisa passou a preocupar Duarte Coelho, a vinda para as suas terras de degredados do Reino, muitas vezes criminosos da mais baixa classificação, bem como a atuação dos chamados “controladores de pau-brasil”, negociantes portugueses a quem o Rei fizera determinadas concessões. Eram, segundo Flávio Guerra:“ uma escória de aventureiros, que foram à nova terra. Emigravam em busca de fortuna fácil, desprovidos de escrúpulos, explorando desumanamente os índios, gerando guerras e desconfianças entre nativos e brancos além de tentarem implantar, na Colônia, a indisciplina e a corrupção dos costumes. Sendo estes os motivos originários para a preocupação do Frei Vicente do Salvador.
Assim, além de ter que vencer as hostilidades de alguns aborígines refratários à presença dos colonizadores, teve ainda que enfrentar as adversidades provocadas por degredados e salteadores de terra e mar, não obstante a precária assistência da Metrópole, assunto sempre abordado nas cartas que dirigia a D.João III.
Foi, sem sombra de dúvidas, Duarte Coelho o verdadeiro artífice da civilização açucareira e quem utilizou primeiramente os recursos naturais do território, desenvolvendo nas bases agro-industriais os suportes sociais.
Contrário à economia simplesmente extrativista do pau-brasil e avesso à busca sistemática do ouro, volta-se para o plantio e a cultura dos canaviais.
Estava, portanto, o donatário da Nova Lusitânia predestinado a coroar de êxito sua empreitada, sua missão, seu desafio em terras brasílicas e que ele apropriadamente, fez referência em uma de suas cartas à Metrópole, como tendo sido de conquistar a palmos a terra que lhe fora dada a léguas.
No seu temperamento equilibrado, na sua natureza vigorosa e ao mesmo tempo maleável, a vontade forte obedecia a um conspícuo bom senso.
Sua presença quase basta par explicar o êxito singular desse ensaio de colonização feudal, por ele executado com método, perseverança e disciplina.
O velho militar e hábil administrador Duarte Coelho continuou a conservar a autonomia mesmo quando o Governador Tomé de Souza se instalou no Brasil, como prêmio dos serviços prestados à Coroa.
No entanto os áulicos, acometidos de inquietante inveja, encetaram um movimento contrário à autoridade de Duarte Coelho no Brasil, culminando com uma carta subscrita pelo Pare Manuel da Nóbrega sendo de parecer perante EL-REI que a jurisdição de toda costa pernambucana deveria ser revertida àquele Soberano.
Essa missiva provocou o chamamento à coroa do donatário de Pernambuco, ao Reino, onde poucos dias depôs de desembarcar, faleceu, certamente em resultado da cansativa e extemporânea viagem.”

JERÔNYMO DE ALBUQUERQUE

Compondo a comitiva de seu cunhado, Duarte Coelho, desembarcava em Barra dos Marcos, Jerônimo de Albuquerque, depois cognominado de Adão Brasileiro.
Logo ao chegar, participou das lutas contra os indígenas e, segundo Pereira da Costa, (Anais Pernambucanos, Vol. I.) :“quando aprisionado pelos Tabajaras, despertou a paixão da filha do chefe Arcoverde que pediu ao pai para saltá-lo, casando-se com ele. Desta união com a índia que recebeu o nome cristão de Maria do Espírito Santo, nasceram oito filhos, um dos quais, se tornaria famoso na conquista do Maranhão, ao destruir a França Equatorial.
Foi auxiliar direto do sobrinho e segundo donatário Duarte Coelho de Albuquerque, garantindo a conquista da Várzea do Capibaribe e dando segurança ao trajeto feito em pequenas embarcações entre o porto de Olinda (varadouro) e o Recife.

DONA BRITES DE ALBUQUERQUE
Assumiu o governo da capitania em várias ocasiões, na ausência de Duarte Coelho, sempre assistida por seu irmão, Jerônimo. Com a morte do seu esposo, ela passou então a ocupar o cargo com todas as honras e obrigações devidas, recebendo, inclusive, o título de capitoa até a mocidade de seu filho Duarte Coelho de Albuquerque, fato esse que lhe atribui a condição de primeira mulher a governar em terras brasileiras.

10 de 1534 - Era assinada, em Évora, pelo Rei D. João III, a primeira carta do novo sistema de capitanias hereditárias. Tratava-se, justamente, da futura Capitania de Pernambuco.

10 de 1861 - Inauguração do prédio do Hospital Pedro II, projetado pelo Engenheiro José Mamede Alves Ferreira e que teve sua pedra fundamental lançada em 20 de Março de 1847.

12 de 1535 - Data da fundação da cidade de Olinda, primeira capital de Pernambuco, mãe da República e patrimônio natural e cultural da humanidade, a partir de dezembro de 1983

12 de 1537 - Data do Foral de Olinda e da primeira citação ao Recife, adotada como a da fundação da atual capital de Pernambuco pela lei n.º 9. 691, de 21 de novembro de 1966, do então Prefeito Augusto Lucena, após sugestão da comissão por ele criada, e presidida pelo historiador Flávio Guerra.

14 de 1847 - Nascia na Fazenda Cabaceira, Comarca de Cachoeira, na Bahia, o futuro Poeta dos Escravos, Antônio de Castro Alves. Veio para o Recife com apenas quinze anos de idade e aqui iria vivenciar seus melhores dias como poeta, boêmio e abolicionista.
Segundo Manoel Correia de Andrade, (01): A produção poética de Castro Alves pode ser dividida em duas linhas bem definidas: a épica e a lírica. Como poeta, cantou a liberdade alcançando a escravidão e todas as sua seqüelas, defendendo as idéias republicanas e até anti-religiosas. Pedro Calmon (1940) admite que a sociedade pernambucana, bem mais radicalizada que a baiana, tenha contribuído para desenvolver idéias revolucionárias e libertárias em Castro Alves. As idéias de 1817, 1824 e 1848 ainda eram bem marcantes no Recife, a poesia lírica era feita em homenagem às namoradas como a disputa poética que teve com Tobias Barreto, em pleno Teatro de Santa Isabel, em exaltar Eugênia Câmara , musa do primeiro e Adelaide do Amaral, lira do segundo.
No Recife, Castro Alves viveu intensamente sua juventude, de 1862 a 1867, até transferir-se para São Paulo onde pretendia concluir seu curso jurídico, no entanto, sua vida desregrada na capital pernambucana o deixara tuberculoso e não apenas isso, um acidente com arma de fogo durante uma caçada veio agravar ainda mais sua saúde forçando-o a retornar à Bahia aonde faleceu, com apenas 24 anos de idade.

15 de 1900 - Começava o século XX e, com ele, a vida de um dos maiores sociólogos que o mundo conheceu, GILBERTO DE MELLO FREYRE. O local exato do seu nascimento foi uma casa situada na esquina da antiga Estrada dos Aflitos com a Rua Amélia, posteriormente demolida para dar lugar ao atual Palacete do Tenente da Catende. (Antonio Ferreira da Costa Azevedo).
Não apenas pelos seus posicionamentos sociais, economicamente desbravadores, tão bem evidenciados nas suas principais obras: Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mocambos, editadas em várias línguas e lidas e comentadas nos quatro cantos do mundo, Gilberto Freyre teve marcada a sua personalidade como homem de valorização étnica e regionalista, ao assimilar um pouco dos engenhos de Nabuco e do urbanismo de José Mariano.
Ele representa, por assim dizer, um abolicionista, depois da “EBULIÇÃO” da “ABOLIÇÃO”, que complementou ou, pelo menos, tentou complementar, os princípios da liberdade negreira. Gilberto foi singular por ser plural. Foi aquele que viu no regionalismo a universalidade e, justamente por isso, por ver no nordeste e principalmente em Pernambuco, o cosmopolitismo étnico, é que conseguiu ser um personagem internacional sem abandonar o seu querido Apipucos.

Gilberto Freyre


17 de 1921 – Nascia, no Recife, o grande poeta e radialista de projeção nacional, Antônio Maria.
Já em 1938, com apenas 17 anos, dava início à sua brilhante carreira no jornalismo, ao ingressar na Rádio Clube de Pernambuco- PRA-8.
Tão inteligente, quanto irreverente, Antônio Maria, mesmo contando apenas vinte e sete anos de idade, conseguiu tornar-se diretor da Rádio Tupi do Rio de Janeiro e cronista da Rádio Jornal.
Boêmio e sempre apaixonado por belas mulheres, adentrava as madrugadas, tanto no Rio de Janeiro como no Recife para a qual dedicou belas canções, como essa:

Sou do Recife, com orgulho e com saudade
Sou do Recife, com vontade de chorar
O rio passa, levando barcaças pro alto do mar
E em mim não passa essa vontade de voltar
Recife mandou me chamar
Capiba e Zumba essa hora onde é que estão?
Inês e Rosa em que reinado reinarão
Ascenso me mande um cartão

Rua antiga da Harmonia
Da Amizade, da Saudade e da União
São lembranças noite e dia
Nelson Ferreira toque aquela introdução.


19 de 1864 - Nascimento no Engenho Paquivira, perto de Timbaúba, de Manoel Antônio Pereira Borba.
Em 1888, ano da abolição, Manoel Borba já exercia a advocacia sendo nomeado promotor de Itabuna. Com a República, foi eleito deputado estadual.
Espírito empreendedor, segundo informa Débora Feijó, Manoel Borba fundou, com alguns amigos, uma fábrica de tecidos, à qual deu uma orientação moderna, tanto na sua organização como nas relações entre patrão e empregados”.
Defensor do Dantismo (adepto de Dantas Barreto), com a vitória daquele General, de quem, posteriormente, se desligou, elegeu-se deputado federal.
Em 1914, com larga margens de voto, chega a mandatário de Pernambuco, passando a exercer a liderança política no nosso Estado elegendo facilmente, seu sucessor, Dr. José Rufino Bezerra Cavalcanti.
Após atuar por vários anos, recolheu-se à Goiana, onde viveria seus últimos dias.
Numa refeição, engasgou-se com um pequeno osso de galinha que o obrigou a uma iminente cirurgia, sendo diabético, teve problemas pós-operatório que o levaram à morte, em 11 de Agosto de 1928. Seu sepultamento, no Cemitério de Santo Amaro, foi verdadeiramente apoteótico, sendo-lhe erguido, posteriormente, um mausoléu onde consta a seguinte inscrição: CIDADÃO: QUANDO QUISERES ADVERTIR AOS VOSSOS GOVERNANTES, INCITAR OS VOSSOS COMPATRIOTAS E EDUCAR OS VOSSOS FILHOS, APONTAI-LHES O EXEMPLO QUE FOI MANOEL BORBA- PROBIDADE / CARATER – LIBERDADE E BRAVURA CÍVICA.
Manoel Borba, não apenas pelo seu perfil de chefe político honesto e austero, também se notabilizou por ter sido o protagonista de dois relevantes feitos na vida cívica e na historiografia pernambucanas:
1 – Adotou, por sugestão do IAHGP, o Pavilhão da Revolução de 1817.
2 - Foi um dos maiores benfeitores daquela instituição, doando-lhe, inclusive, sua atual sede na Rua do Hospício, 130.
23 de 1850 - Nascia em Papacaça, atual Bom Conselho, Pernambuco, Emydio Dantas Barreto. Com apenas 15 anos de idade, serviu o Exército Brasileiro como voluntário na Guerra do Paraguai e ali se destacou por sua dedicação às ordens superiores, tanto que, ao retornar ao Brasil, ingressou na Academia Militar.
Em 1897, já como coronel, lutou em Canudos e, nove anos depois, era galgado ao generalato do Exército chegando, posteriormente, a Ministro da Guerra. Afeito à literatura e ao teatro, escreveu diversos artigos, alguns livros e várias peças teatrais e, por esses e outros méritos ingressou na Academia Brasileira de Letras.
Com o apoio do governo federal e da Corporação a que pertencia e aonde chegou a ocupar o mais alto posto, e contando ainda com vários seguimentos da comunidade Pernambucana, concorreu com o grande líder político conselheiro Francisco da Rosa e Silva, que havia sido vice-presidente da República, conseguindo eleger-se Governador de seu Estado.
Após terminar o seu mandato, tido como truculento e autoritário e sem prestigiar as classes locais que o apoiaram, Dantas Barreto elegeu-se Senador vindo a falecer no Rio de Janeiro, em 1931, aos 81 anos de idade.

24 de 1649 – Vítima de grave ferimento sofrido na Primeira Batalha dos Guararapes, no mês anterior, falecia no forte do Arraial Novo do Bom Jesus, nas matas do Engenho Cordeiro, o nosso grande herói da Insurreição Dom Antonio Felipe Camarão, que teve como local de nascimento, para uns, a Capitania do Rio Grande do Norte e, para outros, a de Pernambuco.
Seu nome de batismo foi Poti ou Potiguaçu, que significa camarão. Ao ser batizado e convertido ao catolicismo, em 1614, recebeu o nome de Antonio e adotou o de Felipe, em homenagem ao soberano Felipe II.
Educado pelos Jesuítas, era ele, segundo Manoel Calado: “destro em ler e escrever e com alguns princípios de latim”
Sempre acompanhado de sua esposa Dona Clara, tão competente quanto ele, destacou-se nas batalhas de São Lourenço, de Porto Calvo e de Mata Redonda.
Distinguiu-se na primeira Batalha dos Guararapes, pela qual foi agraciado com a Mercê de Dom, o Hábito de Cavaleiro da Ordem da Cruz, de foro de fidalgo, com Brasão de Armas e o Título de Capitão-Mor de todos os índios do Brasil.”

24 de 1850 - Benção do terreno para a construção do Cemitério de Santo Amaro, aberto para funcionamento em 1º de Março de 1851, cuja capela que invoca Bom Jesus da Redenção, foi projetada por José Mamede Alves Ferreira.

25 de 1862 - Nascia, no Recife, Alexandre José Barbosa Lima. Já aos dezessete anos matricula-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e, três anos depois, ingressa na Escola Militar da Praia Vermelha onde diplomou-se como engenheiro militar contando apenas vinte e cinco anos de idade.
Abolicionista e republicano foi deputado constituinte pelo Ceará levando seus ideais para o novo Congresso, onde se notabilizou pela sua oratória fácil e objetiva postando-se contra os adeptos do Marechal Deodoro e passando,declaradamente, para o campo do “Marechal de Ferro”, que o conduziria ao Governo de Pernambuco, em 7 de abril de 1892.
Apesar de todas as dificuldades encontradas e levadas a roldão, Barbosa Lima realizou um governo frutuoso, dando especial atenção aos setores de saúde e educação.
Criou a Inspetoria de Higiene e um Conselho de Salubridade, contratando, no exterior, o especialista Joseph Veil para orientar os laboratórios de análises que também fundou.
Diante da precariedade do único isolamento do Recife, o Lazareto do Pina, ele fretou um navio onde eram tratados os pacientes de doenças contagiosas. Redobrou os cuidados no asseio da capital e na extinção de focos de água poluída, aumentando a rede de esgotos e galerias pluviais, confiando esse serviço à Recife Drainage Company.
No campo da educação, edificou prédios escolares, criou a Escola de Engenharia, como vimos, e deu ajuda à Escola Industrial Frei Caneca. Protegeu, ainda, o Liceu de Artes e Ofícios e o Instituto Arqueológico.
Segundo o Prof. Jorge Fernandes em seu indefectível “Vidas que não morrem”, pág. 92, Volume I : “ Os grandes homens, como os grandes quadros e os grandes panoramas só podem ser avaliados quando olhados de longe. Foi assim o Governo de Barbosa Lima, que, em sua administração excitou violentas oposições e causou lamentáveis equívocos que só o tempo foi esclarecendo. Barbosa Lima (TIO) como ficou conhecido após a gestão de seu sobrinho, também no Governo de Pernambuco., faleceu em 9 de janeiro de 1931.

29 de 1817 – Dava seu último suspiro, o grande herói Pernambucano José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (o Padre Roma) ao ser executado no calabouço da prisão de Salvador, na presença plangente de seu filho, o futuro General das Massas, ato também assistido por eufóricos portugueses e pelos acovardados súditos do Conde dos Arcos.
Nascido em 1768, Ribeiro Roma encetou seus estudos de humanidades, mostrando notável inteligência e caráter independente e um pouco aventuroso; deliberou seguir a vida religiosa, abraçando o Instituto Carmelita, sendo, posteriormente, professor do Convento de Goiana, quando adotou o nome eclesiástico de Frei José de Santa Rosa.
Custeado por seus pais, licenciou-se dos prelados e seguiu para Portugal, formando-se em teologia pela Faculdade de Coimbra.
Terminados seus estudos, seguiu para Roma, onde recebeu as ordens sacrossantas do futuro Papa Pio VII, embora tenha deixado a vida religiosa, em 1807, por licença solicitada, e concedida, pelos Tribunais Eclesiásticos de Pernambuco.
Uma das principais figuras da Revolução de 1817, o Padre Roma, orador com grandes dotes, tornou-se muito conhecido por seus sermões e sua adesão às idéias liberais, principalmente, na Europa, ao se ligar à Maçonaria. Recebeu e aceitou, destemidamente, a missão de conclamar para a causa democrática os compatriotas de Alagoas e da Bahia, terminando por se tornar no primeiro mártir daquela Revolução.
Na hora de seu fuzilamento, Padre Roma, demonstrando coragem e sangue frio e, principalmente, amor à sua Terra natal, apontou para o lado esquerdo do peito e disse, em voz alta: O CORAÇÃO DO PERNAMBUCANO É AQUI.

29 de 1932 - Fundação do Curso de Arquitetura e da Escola de Belas Artes. Essa entidade foi criada sob a égide de alguns artistas precursores da idéia de sua fundação: Joel F. Jaime Galvão, Henrique Eliot, Mario Nunes, Bibiano Silva, Euclides Fonseca, Baltasar da Câmara, Murilo La Greca , Heinrich Moser (vitralista alemão), Jaime Oliveira, Luiz Mateus Ferreira, Fédora do Rego Monteiro., Abelardo Gama, Heitor Maia Filho, Álvaro Amorim e Emílio Franzoni, entre outros.
Sua primeira sede foi a casa n. º 150 da Rua Benfica onde permaneceu até a sua transferência para a Cidade Universitária.
Foi da Escola de Belas Artes que surgiu O Curso de Arquitetura de Pernambuco. (mais detalhes sobre esse assunto e engenharia de nosso Estado, ver o livro de Fernando Borba (De Traços & Feitos-1999.)

30 de 1797 – Nessa data, recebia o seu passaporte, Antônio Gonçalves da Cruz Cabugá, filho do abastado comerciante Manoel Gonçalves da Cruz. Residiu no centro da Freguesia de Santo Antonio, na parte superior da loja de ourivesaria que pertenceu ao seu avô e depois ao seu pai que, ainda garoto, sem saber pronunciar direito as palavras, perguntava aos fregueses que vinham à loja: qué bugá? Querendo dizer: quer esburgar? (limpar o ouro) vindo daí o apelido (cabugá), que foi incorporado ao nome oficial da família.
Depois de adulto, Antonio da Cruz Cabugá, com seu jeito comunicativo, mostrou-se bem relacionado com a sociedade recifense, não só com aquela do centro da então vila, como na sua grande propriedade no arrabalde do Manguinho, (atual Parque Amorim) aproveitando esse relacionamento social para aliciar adeptos, tanto para a Maçonaria, a qual pertencia, como para as causa do movimento republicano, que viria eclodir em 6 de marco de 1817.
Quando aquele governo Revolucionário se fez vitorioso, procurou, de imediato, reconhecimento de alguns países como a Inglaterra, a Argentina e os Estados Unidos, Cabugá, pelas características que lhe eram peculiar, foi enviado em missão diplomática que seria a precursora da Diplomacia Brasileira.
Com a queda da Revolução, nosso emissário teve que permanecer no exterior, temeroso das represálias que, por certo sofreria, se regressasse ao Brasil.
Com a Independência (1822) e a anistia, ele pode retornar a Pernambuco, reaver os seus bens e reativar as suas atividades. Posteriormente, com a abdicação de Pedro I, Cruz Cabugá foi nomeado Cônsul Geral do Brasil na Bolívia, onde se encontrava ao falecer em 1833.

30 de 1849 – Era capturado nas matas do Cabu, em Igarassu, no desenrolar da Revolução Praieira, um dos principais líderes daquele movimento, Antônio Borges da Fonseca (o repúblico), que nasceu em 1808, na Vila da Paraíba, atual João Pessoa. Era ainda muito jovem quando teve a oportunidade de assistir as reuniões de alguns Patriotas de 1817, anistiados em 1821 quando arquitetavam as lutas da independência, tanto na Convenção de Beberibe como na Confederação do Equador.
Segundo assinala o historiador Mário Márcio (1994): “Antônio Borges da Fonseca foi muito influenciado pela leitura de filósofos franceses como Rousseau de quem tirou a idéia de que a sociedade se originara de um contrato social, não havendo razão para que os povos fossem geridos por um rei, em conseqüência de uma vontade divina. Por isso, em 1828, foi um dos fundadores da Loja Maçônica ou Carpinteiros de São José, que se compunha à coluna do Trono e do Altar.”
Após o período em que viveu uma grande agitação política e intensa ameaça na imprensa paraibana e pernambucana, Borges da Fonseca transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde fundou o jornal “ O Repúblico” do qual herdou o cognome que o tornou conhecido em nossa história.
Retornando ao Recife, não só apoiou como foi um dos líderes da Revolução Praieira, rompida em 7 de novembro de 1848 e de que trataremos ainda neste trabalho.
Borges da Fonseca chefiou a Coluna do Sul e após lançar o Manifesto ao Mundo nas Matas de Água Preta, veio para o Recife e ocupou o Forte das Cinco Pontas. Após alguns reveses com as tropas legalista do Brigadeiro Joaquim Coelho (futuro Barão da Vitória), foi preso, como vimos, em Igarassu e, após julgamento foi condenado à prisão perpétua indo cumprir a pena em Fernando de Noronha, ali permanecendo por três anos -, até ser indultado e regressar ao Recife.
“Em 1867, lançou um manifesto autobiográfico, no qual nota-se a sua frustração por não ter recebido ajuda política, nem na Paraíba, nem em Pernambuco. Faleceu em março de 1872 na casa de uma filha,. em Nazaré da Mata.”


 
 

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